A taxa de desemprego em Portugal subiu para 15,9 por cento em agosto,
acima dos 15,7 por cento de julho, enquanto na zona euro e na União
Europeia atingiu 11,4 e 10,5 por cento, respetivamente.
Segundo os dados hoje divulgados
pelo Eurostat, Portugal continua a ser o terceiro país com uma taxa de
desemprego mais elevada, apenas atrás de Espanha (subiu para 25,1 por
cento) e da Grécia (24,4 por cento, valor referente a junho).
Na
comparação com agosto do ano passado, a taxa de desemprego em Portugal
subiu de 12,7 por cento para 15,9 por cento, o terceiro maior
crescimento registado entre os Estados-membros, depois da Grécia (de
17,2 para 24,4 por cento, entre junho de 2011 e junho deste ano) e
Chipre (de oito para 11,7 por cento).
No mesmo período, na zona
euro, a taxa de desemprego subiu de 10,2 para 11,4 por cento, enquanto
no conjunto da União Europeia avançou de 9,7 para 10,5 por cento.
Entre
os jovens (com menos de 25 anos), Portugal registou um recuo, em termos
mensais, com a taxa a passar de 36,4 por cento em julho para 35,9 por
cento em agosto. No entanto, na comparação anual, registou um aumento,
tendo subido de 30,3 por cento para 35,9 por cento.
Portugal
continuou a registar a terceira taxa de desemprego jovem mais elevada
entre os países sobre os quais há dados disponíveis (depois da Grécia,
com 55,4 por cento, e de Espanha, 52,9 por cento), muito superior à
média da zona euro (22,8) e da União Europeia (22,7).
De acordo
com as estimativas do Eurostat, em agosto, existiam 25,466 milhões de
pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,196 milhões na zona
euro.
Em comparação com julho deste ano, o número de desempregados aumentou em 49.000 na União Europeia e em 34.000 na zona euro.
Em relação a agosto do ano passado, o crescimento foi de 2,170 milhões no conjunto da União e de 2,144 milhões na zona euro.
O
Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para
todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos
os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são
necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de
Estatística.
Fonte: DN

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