É esta a gente que diz defender o povo e os seus interesses


O primeiro-ministro e todos os 17 ministros do Governo já entregaram as declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional, com António Costa a declarar mais de 155 mil euros de rendimentos.
O ministro que mais rendimentos apresentou foi o ministro da Saúde, Adalberto Fernandes, que é médico e declarou no ano passado ter um rendimento dependente de mais de 167 mil euros e rendimento independente de mais de 13 mil euros.
As declarações de rendimentos em 2015 eram de 63 457 mil euros de rendimento do trabalho dependente e 91 875 mil euros de rendimentos do trabalho independente.

 Acabei de ler esta notícia e estou satisfeito, e porquê? Porque estou a ser governado por gente que ganha pouco e sabe o que custa a vida, sendo assim, acredito nesta gente.
Quando se sabe que o rendimento médio de um português é de cerca 800 , 900 euros por mês, ilíquido, os que o ganham, para não esquecer os que ganham o rendimento mínimo e por vezes nem isso, leva-me a crer que estou acompanhado e governado por gente que defende um verdadeiro povo.
Só não estou satisfeito por saber que este povo nunca mais acorda, aceitando estas tão grandes diferenças de rendimentos, será que o merecem? Acho que não, ainda estou por saber o que é que esta gente sabe fazer, que provas têm dado para ganharem tanto dinheiro, e ainda por cima num país bastante pobre, que sobrevive pedindo emprestado.
Como pode uma pessoa que ganha tanto dinheiro dar valor e defender aqueles seus compatriotas que o que ganham não lhes chega para viver metade do mês? Como se pode aceitar que num país existam umas elites que ganham num só mês o que um operário não ganha num ano completo, incluindo os dois meses de subsídio?
Porquê tão grandes diferenças? Porquê que este povo ainda vota nesta gente? Será que espera que eles possam fender os seus interesses? Na minha opinião não! Eles já nasceram ricos, e estão lutando para serem mais ricos, e se possível, deixarem o povo mais pobre.
Em Portugal acabaram com o regime de Salazar, dizem que acabaram, mas este regime não me convence, hoje, os mais privilegiados, as "elites" portuguesas, vivem que nem uns nababos e no grande fausto, enquanto que os trabalhadores cada vez mais vivem com a fome e na miséria, mas valha-nos a democracia, que com ela se vai vivendo na esperança, esperança que tarda em aparecer, para os reformados, para os pobres e humildes deste país, por isso, eu acredito nesta gente que sente o que o verdadeiro povo sente, acham? No fim, digo apenas três coisas, vergonha, injustiça e falta de respeito pelo povo.
Termino assim: Eles comem tudo e não deixam nada, mas o povo gosta e aceita-os.

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